Pronto,
a tese ta pronta, consegui colocar a numeração a partir do indice pra no final dar 482 paginas, pequeno capricho mesmo se serão 488 folhas de papéis... Um veritavel parto... ainda estou me acostumando com a idéia, acho que enquanto as impressões não chegarem e e ela estiver de fato encarnada pra além do pdf, vai ser assim, essa impressão esquisita, esse medo obsessivo de encontrar virgulas a mais ou a menos... o não esgotamento do dizer inscrito no esgotamento do corpo... a consolação de que é bom não esgotar, deixar em devir, continuarei pensando coisas que não estarão escritas... por enquanto não penso no depois nem no que isso pode abrir de porta etc, ainda estou sob efeito dos ultimos dez dias que foram de noites curtas, angustia, ansiedade e essas coisas que nunca sabemos direito de onde vem, pra quê, mas que insistem e ficam dando sinais, piscando piscando... a semana que vem ainda sera marcada pela espera, o envio aos examinadores, até que no dia 20 proximo parto para Budapeste mergulhar numa outra paisagem e respirar apos esse semestre de labor intenso... uma boa perspectiva antes da defesa marcada pra novembro... que seja doce.
a tese ta pronta, consegui colocar a numeração a partir do indice pra no final dar 482 paginas, pequeno capricho mesmo se serão 488 folhas de papéis... Um veritavel parto... ainda estou me acostumando com a idéia, acho que enquanto as impressões não chegarem e e ela estiver de fato encarnada pra além do pdf, vai ser assim, essa impressão esquisita, esse medo obsessivo de encontrar virgulas a mais ou a menos... o não esgotamento do dizer inscrito no esgotamento do corpo... a consolação de que é bom não esgotar, deixar em devir, continuarei pensando coisas que não estarão escritas... por enquanto não penso no depois nem no que isso pode abrir de porta etc, ainda estou sob efeito dos ultimos dez dias que foram de noites curtas, angustia, ansiedade e essas coisas que nunca sabemos direito de onde vem, pra quê, mas que insistem e ficam dando sinais, piscando piscando... a semana que vem ainda sera marcada pela espera, o envio aos examinadores, até que no dia 20 proximo parto para Budapeste mergulhar numa outra paisagem e respirar apos esse semestre de labor intenso... uma boa perspectiva antes da defesa marcada pra novembro... que seja doce.


4 commentaires:
!óootimas notícias, menina..
entrei de férias ontem tbem.
só não sei o rumo (novidade)
!beijos e maravilhas em Budapeste.
que bom, finalmente a tese saiu! parabéns querida
porém não pense nela como um filho que acabou de ser parido, pense nela como uma espécie de prolongamento de alguma coisa que talvez nem seja o seu corpo. bjs
!Clara...lendo o Cioran achei uma passagem sobre os húngaros e sua língua:
"Quando de longe via um deles, era tomado de um pânico que me fazia fugir: ele era o estrangeiro, o inimigo; odiar era odiá-lo. Por causa dele, eu detestava todos os húngaros com uma paixão verdadeiramente magiar. E isto mostra como eles me interessavam.(...)Invejo, confesso, a arrogância de nossos vizinhos, invejo até a sua língua, feroz, de uma beleza que nada tem de humana, com sonoridades de outro universo, poderosa e corrosiva, própria para a prece, para os rugidos e para os prantos, surgida do inferno para perpetuar seu tom e seu brilho. Embora só conheça suas blasfêmias, ela me agrada muito, não me canso de escutá-la, me encanta e me gela, sucumbo ao seu encanto e ao seu horror, a todas essas palavras, de néctar e de cianureto, tão adaptadas às exigências de uma agonia. É em húngaro que se devia expirar, ou então renunciar a morrer.
Decididamente, odeio cada vez menos meeus antigos amos.
Pensando bem, mesmo na época de seu maior esplendor, estiveram sempre sós no meio da Europa, isolados em sua altivez e em suas nostalgias, sem afinidades profundas com as outras nações. Depois de algumas incursões no Ocidente, onde puderam exibir e gastar sua selvageria primitiva, retrocederam, conquistadores degenerados em sedentários, até as margens do Danúbio para cantar, lamentar-se e consumir seus instintos. Há nesses hunos refinados um melancolia feita de crueldade reprimida, cujo equivalente não se encontra em nenhum outro lugar: dir-se-ia que o sangue começa a pensar em si mesmo e, no final, se transforma em melodia."
depois quero ouvir seu relato sobre esse canto também..
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