jeudi, novembre 25, 2010

Onda de frio vinda da Scandinavia... o inverno chegando cedo, nem é dezembro e a neve ja deixou bonitamente branca a paisagem e perigosa as estradas, quer dizer, o trafego automobilistico... entrando no carro você percebe que esta quase no vermelho... numa rotatoria alguém te corta, aqueles riscos desnecessarios como todos os acidentes... você enche o tanque... decide passar, embora sem nenhuma vontade, no hipermercado... chips, bananas, biscoitos, pizza de chorizo, chocolate e iogurte... parece compra de solteiro... ou de sem filhos, ou de viajantes, ou de adolescente, ou de trabalhador cansado ou... você tenta fazer tudo rapido, "so o necessario"... na hora de pagar, nao acha sua carteira... ah merda, deve ter ficado no banco do carro na hora de pagar a gasolina... deixa as compras e vai até o estacionamento, lembra de como teve que estacionar longe, voltou a nevar, mas ta felizmente chovendo, a neve nao vai grudar... volta pro caixa, um certo medo das compras terem sido levadas por um funcionario de patins super eficaz que com tecnologias sofisticadas teria assinalado a outro colega eficaz, "compra abandonada à vista"... as compras continuavam la... você paga, entrega seu cartao de fidelidade, sabendo da fidelidade ao capitalismo, do rastreamento das suas compras que entram nas estatisticas "deles", e você nem é paranoico, nem precisa... você coloca um folk alto no carro e vive esses momentos que se vive sem dividir com ninguém, em casa o gato dorme no quentinho, mas espera você pra sair pro frio, sair pro mundo... aberturas... você liga o aquecedor, tenta equilibrar os cômodos... pensa no fuso horario e esquece...

4 commentaires:

maria siqueira santos a dit…

e aqui um calor danado... mas a mesma cena do supermercado. a mesmo fidelidade ao capitalismo. saudade de ti, menina.

Ontem_vem_chegando a dit…

Memórias do cotidiano são as que mais facilmente se ocultam no limbo do nosso consciente. O que fizemos mesmo na semana passada? Para onde vão esses conteúdos da psiquê? vivenciamos, mas deles esquecemos tão radical e completamente que o que fica é uma grande síntese do nada: não há vestígios de nossa história cotidiana. A não ser que você rabisque algo num blog, num caderninho, com referências, tudo bonitinho, senão...

Benedito Calixto a dit…

Vixi... Caí da scada...

Louis Althusser a dit…

Quando eu tinha 11 anos me masturbei muito pensando na Márcia. Márcia era muito gata, fazia o maior sucesso com a rapaziada na exuberância dos seus vinte anos. Duas décadas depois a reencontro. Com quanta nostalgia revi o sorriso, a fala de Márcia. Ela sequer sabe que embalou minhas fantasias. Apenas agradeceu quando lhe entreguei o livro que procurava, uma pequena enciclopédia ilustrada da MPB, pagou pelo mesmo, sorriu, e se foi. Valeu quinze minutos de abstrações na livraria onde trabalho e horas e horas de reflexão, agora em casa, sobre a passagem do tempo, etc, etc...