Onda de frio vinda da Scandinavia... o inverno chegando cedo, nem é dezembro e a neve ja deixou bonitamente branca a paisagem e perigosa as estradas, quer dizer, o trafego automobilistico... entrando no carro você percebe que esta quase no vermelho... numa rotatoria alguém te corta, aqueles riscos desnecessarios como todos os acidentes... você enche o tanque... decide passar, embora sem nenhuma vontade, no hipermercado... chips, bananas, biscoitos, pizza de chorizo, chocolate e iogurte... parece compra de solteiro... ou de sem filhos, ou de viajantes, ou de adolescente, ou de trabalhador cansado ou... você tenta fazer tudo rapido, "so o necessario"... na hora de pagar, nao acha sua carteira... ah merda, deve ter ficado no banco do carro na hora de pagar a gasolina... deixa as compras e vai até o estacionamento, lembra de como teve que estacionar longe, voltou a nevar, mas ta felizmente chovendo, a neve nao vai grudar... volta pro caixa, um certo medo das compras terem sido levadas por um funcionario de patins super eficaz que com tecnologias sofisticadas teria assinalado a outro colega eficaz, "compra abandonada à vista"... as compras continuavam la... você paga, entrega seu cartao de fidelidade, sabendo da fidelidade ao capitalismo, do rastreamento das suas compras que entram nas estatisticas "deles", e você nem é paranoico, nem precisa... você coloca um folk alto no carro e vive esses momentos que se vive sem dividir com ninguém, em casa o gato dorme no quentinho, mas espera você pra sair pro frio, sair pro mundo... aberturas... você liga o aquecedor, tenta equilibrar os cômodos... pensa no fuso horario e esquece...
jeudi, novembre 25, 2010
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4 commentaires:
e aqui um calor danado... mas a mesma cena do supermercado. a mesmo fidelidade ao capitalismo. saudade de ti, menina.
Memórias do cotidiano são as que mais facilmente se ocultam no limbo do nosso consciente. O que fizemos mesmo na semana passada? Para onde vão esses conteúdos da psiquê? vivenciamos, mas deles esquecemos tão radical e completamente que o que fica é uma grande síntese do nada: não há vestígios de nossa história cotidiana. A não ser que você rabisque algo num blog, num caderninho, com referências, tudo bonitinho, senão...
Vixi... Caí da scada...
Quando eu tinha 11 anos me masturbei muito pensando na Márcia. Márcia era muito gata, fazia o maior sucesso com a rapaziada na exuberância dos seus vinte anos. Duas décadas depois a reencontro. Com quanta nostalgia revi o sorriso, a fala de Márcia. Ela sequer sabe que embalou minhas fantasias. Apenas agradeceu quando lhe entreguei o livro que procurava, uma pequena enciclopédia ilustrada da MPB, pagou pelo mesmo, sorriu, e se foi. Valeu quinze minutos de abstrações na livraria onde trabalho e horas e horas de reflexão, agora em casa, sobre a passagem do tempo, etc, etc...
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