Dificil imaginar o que sentirei daqui 7 dias, se toneladas de alivio escorregarao ou outro sentimento... O pc que aguentou 6 meses de jornadas intensas, rendeu sua alma... so foi o tempo de escrever o texto da apresentaçao oral... o outono, apos um fim de semana ensolarado, começa a nos lembrar que o inverno nao esta longe, dias curtos e dias de 5, 6°. Da La Borde, umas quinze pessoas vao pra Paris assistir, me assistir, nos dois sentidos do termo... De um lado é bom ter pessoas conhecidas, de outro da um certo medo de tantos testemunhas... Em todo caso, o ano chega ao fim quase e ele foi marcado inteiramente por essa experiência de escrita e por essa expectativa... apos varios sustos burocraticos, esperas, medo de nao conseguir escrever, nao conseguir terminar, fase de escolher a banca, entregar a tese e preparar o dia, o dia chega em breve. Que seja doce...
mardi, novembre 15, 2011
Dificil imaginar o que sentirei daqui 7 dias, se toneladas de alivio escorregarao ou outro sentimento... O pc que aguentou 6 meses de jornadas intensas, rendeu sua alma... so foi o tempo de escrever o texto da apresentaçao oral... o outono, apos um fim de semana ensolarado, começa a nos lembrar que o inverno nao esta longe, dias curtos e dias de 5, 6°. Da La Borde, umas quinze pessoas vao pra Paris assistir, me assistir, nos dois sentidos do termo... De um lado é bom ter pessoas conhecidas, de outro da um certo medo de tantos testemunhas... Em todo caso, o ano chega ao fim quase e ele foi marcado inteiramente por essa experiência de escrita e por essa expectativa... apos varios sustos burocraticos, esperas, medo de nao conseguir escrever, nao conseguir terminar, fase de escolher a banca, entregar a tese e preparar o dia, o dia chega em breve. Que seja doce...
mardi, octobre 04, 2011

Tive a impressão de morar em Budapest nos cinco dias que la fiquei, talvez porque tivéssemos de fato um apartamento residencial, com belo assoalho e gigantes janelas; e como o tempo de viagem é sempre outro tempo, cinco dias pareceram meses e agora, duas semanas depois, ja parece que faz tempo que por la passei... foi um tempo de muita andança, de compassar o coração, de respirar, de ouvir a famosa lingua hungara sem poder captar absolutamente uma palavra e de delirar um entendimento, ouvir uma radio de musica classica, a mesma durante os cinco dias, divagar e sobretudo ouvir a musica da lingua, sentir a presença do outro absoluto...
samedi, septembre 10, 2011
a tese ta pronta, consegui colocar a numeração a partir do indice pra no final dar 482 paginas, pequeno capricho mesmo se serão 488 folhas de papéis... Um veritavel parto... ainda estou me acostumando com a idéia, acho que enquanto as impressões não chegarem e e ela estiver de fato encarnada pra além do pdf, vai ser assim, essa impressão esquisita, esse medo obsessivo de encontrar virgulas a mais ou a menos... o não esgotamento do dizer inscrito no esgotamento do corpo... a consolação de que é bom não esgotar, deixar em devir, continuarei pensando coisas que não estarão escritas... por enquanto não penso no depois nem no que isso pode abrir de porta etc, ainda estou sob efeito dos ultimos dez dias que foram de noites curtas, angustia, ansiedade e essas coisas que nunca sabemos direito de onde vem, pra quê, mas que insistem e ficam dando sinais, piscando piscando... a semana que vem ainda sera marcada pela espera, o envio aos examinadores, até que no dia 20 proximo parto para Budapeste mergulhar numa outra paisagem e respirar apos esse semestre de labor intenso... uma boa perspectiva antes da defesa marcada pra novembro... que seja doce.
mercredi, juillet 13, 2011
TEMPOS
falando de tempos, vai um extrato do Peter que fala bem disso e dos não apaziguamentos...
“Num dos mundos sonhados por Einstein há dois tempos: o mecânico, metálico e rígido como um pêndulo, e o corpóreo, que ondula como um peixe. O primeiro é inflexível, o segundo se decide à maneira que se move. Para muita gente, o tempo mecânico não existe. Ignoram os relógios, comem quando têm fome, fazem amor a qualquer hora do dia, sabem que o tempo avança aos solavancos, que anda com dificuldade, que carrega um grande fardo, mas que voa quando estão felizes. O desespero advém quando os dois tempos coincidem, ao invés de seguirem cada um seu curso.
Num outro mundo causa e efeito são erráticas. Ora o primeiro precede o segundo, ora o inverso. Ou passado e presente se encavalam. O crime não necessariamente precede o castigo, este poderia ser preventivo, é indecidível. Os cientistas se desesperam, não há previsibilidade, tudo é irracional, ou eles o são. Os artistas, por sua vez, são felizes. Inebriam-se com os acasos imprevistos, inexplicáveis, retroativos. A maioria vive o instante, já que é difícil prever um ato presente no futuro. Cada ato é uma ilha no tempo, a ser julgado, por si mesmo. Os empregados respondem a cada insulto dos patrões, cada beijo é sem passado nem futuro.
Num outro mundo não há futuro, o tempo é uma linha que se interrompe no presente, tanto na realidade como no espírito. Aí ninguém pode imaginar o futuro, os sentidos são incapazes de conceber o que poderia existir além da extremidade visível do espectro solar. Cada separação entre amigos é uma morte, cada solidão é definitiva, cada riso é o último. As pessoas se penruam sobre o presente como se estivessem suspensas sobre uma falésia acima do abismo, e enxergam cada estado que vivem como sendo o último.
Num outro mundo, enquanto um homem toca violino e pensa na esposa, um outro homem toca violino e olha a rua, um terceiro toca e... Um número infinito de homens encontram-se num mesmo quarto tocando um número infinito de melodias. Essa hora em que tocam não é uma hora única, mas uma multidão de horas. Pois o tempo é semelhante à luz que se enviam dois espelhos. O tempo ecoa a si mesmo, engendrando um número infinito de imagens, de melodias, de pensamentos. Enquanto pensa, o primeiro homem sente a presença dos outros e de suas músicas. Qual delas é sua, seu futuro?
Num outro mundo um homem hesita se vai a Freiburg encontrar uma certa mulher, charmosa porém rude. Decide ficar em Berna, onde conhece outra mulher com quem faz amor muito lentamente, durante meses. Casam-se, envelhecem, são felizes. Num segundo mundo ele decide sim rever a mulher de Freiburg, com quem faz amor fogosamente, com quem se casa e briga amiúde. Ela sempre se queixa, atiram-se objetos, ameaçam abandonar-se, e novamente fazem amor atormentadamente. Num terceiro mundo ele resolve rever a mulher de Freiburg, tomam chá, convertsam, ele volta a Berna, sente um vazio. Mas tudo isso acontece ao mesmo tempo. Nesse mundo, o tempo tem três dimensões. Assim como um objeto ode mover-se em três direções perpendiculares, a horizontal, a vertical e a longitudinal, um objeto pode pertencer ao três futuros perpendiculares. Cada futuro se move numa direção diferente. A cada momento decisivo, o mundo se trifurca, e cada mundo contém as memsas pessoas, mas com destinos diferentes. O tempo contém uma infinidade de mundos.”
(o tempo não reconciliado - peter pál pelbart - editora perspectiva - 1998)
A tese ? A bolsa ja estorou faz tempo... mas cordar o cortão umbilical é demorado, acho que so na hora da impressão mesmo (fim de agosto), até la vai vir ainda a fase das releituras, obsessões, mudanças, duvidas, incertezas, julgamentos severos... não muito espero... apos todos os sufocos administrativos que de tão absurdos e chatos nem vale a pena contar, esta tudo certo, jury aprovado, e no fim de novembro a esperada defesa... até la ainda vou estar tomada por isso de certa forma... Ultrapassei minhas 470 paginas sem os anexos... apos elas, o que dizer aqui... o tempo ainda parece meio em suspensão, demandando ja luto, impressão que nunca mais terei tanto tempo (que nem foi tanto assim) disponivel para uma so coisa, uma coisa escolhida, uma verdadeira decisão... mas os tempos sempre voltam do jeito deles, na velocidade deles... feliz ano novo para mim.
mercredi, juin 01, 2011
samedi, avril 16, 2011
dimanche, mars 27, 2011
Comme À La Radio
Comme à la radio
Ce ne sera rien
Rien que de la musique
Ce ne sera rien
Rien que des mots des mots des mots
Comme à la radio
Ça ne dérangera pas
Ça n'empêchera pas de jouer aux cartes
Ça n'empêchera pas de dormir sur l'autoroute
Ça n'empêchera pas de parler d'argent
N'ayez pas peur
Ce sera tout à fait
Comme à la radio
Ce ne sera rien
Juste pour faire du bruit
Le silence est atroce
Quelque chose est atroce aussi
Entre les deux c'est la radio
Tout juste un peu de bruit
Pour combler le silence
Tout juste un peu de bruit
N'ayez pas peur
Ce sera tout à fait
Comme à la radio
A cette minute, des milliers de chats se feront écraser sur les routes
A cette minute, un médecin alcoolique jurera au dessus du corps d'une jeune fille et il dira "elle ne va pas me claquer entre les doigts la garce"
A cette minute, cinq vieilles dans un jardin public entameront la question de savoir s'il est moins vingt ou moins cinq
Acette minute des milliers et des milliers de gens penseront que la vie est horrible et ils pleureront
Acette minute, deux policiers entreront dans une ambulance et ils jetteront dans la rivière un jeune homme blessé à la tête
A cette minute un ... français sera bien content d'avoir trouvé du travail
http://www.free-lyrics.org/Brigitte-Fontaine/44545-Comme-À-La-Radio.html
Il fait froid dans le monde
Ça commence à se savoir
Et il y a des incendies qui s'allument dans certains endroits parce qu'il fait trop froid
Traducteur, traduisez
Mais n'ayez pas peur
On sait ce que c'est que la radio
Il ne peut rien s'y passer
Rien ne peut avoir d'importance
Ce n'est rien
Ce n'était rien
Juste pour faire du bruit
Juste de la musique
Juste des mots des mots Des mots des mots
Tout juste un peu de bruit
Tout juste un peu de bruit
Comme à la radio
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